Ψυχολογία

Bem Vindo ao Espaço da FILOSOFIA da ESFFL

MANUAIS
Curiosidades
Continuamos a ser o segundo país da União Europeia no consumo de antidepressores.

Em 2004 a venda total destes fármacos no mercado ascendeu a mais de 244 milhões de euros, um crescimento de 10% face a 2003, mas de 41% se tivermos em conta os últimos cinco anos.

Crescimentos que, nos últimos anos, estiveram em linha com o aumento das preocupações face ao agravar do desemprego, à subida do endividamento das famílias e à queda da confiança na economia.

Inteligência Emocional

O psicólogo Daniel Goleman, no seu livro Inteligência Emocional, retoma a discussão sobre o conceito de inteligência emocional,  entendendo-a como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais hipóteses de obter sucesso.

Goleman procura demonstrar que não é só a razão que influencia os nos nossos actos, mas a emoção também é responsável pelas nossas respostas e tem grande poder sobre as pessoas.

Algumas habilidades emocionais são consideradas importantes para que uma pessoa alcance os seus objectivos, seja feliz e alcance sucesso na vida. De entre elas são citadas o controle do temperamento, adaptabilidade, persistência, amizade, respeito, amabilidade e empatia. Goleman apresenta os seguintes níveis de Inteligência Emocional:

  1. Auto-conhecimento emocional - Autoconsciência: conhecimento que o ser humano tem de si próprio, dos seus sentimentos ou intuição. Esta competência é fundamental para que o homem tenha confiança em si (autoconfiança) e conheça os seus pontos fortes e fracos;

  2. Controle emocional - Capacidade de gerir os sentimentos: é importante saber lidar com os sentimentos. A pessoa que sabe controlar os seus próprios sentimentos dá-se bem em qualquer lugar que esteja ou em qualquer acto que realize.

  3. Auto- motivação - Ter vontade de realizar, optimismo: Pôr as emoções ao serviço de uma meta. A pessoa optimista consegue realizar tudo o que planeia pois tem consciência que todos os problemas são contornáveis e resolúveis.

  4. Reconhecer emoções nos outros - Empatia: saber colocar-se no lugar do outro. Perceber o outro. Captar o sentimento do outro. A calma é fundamental para que isso aconteça. Os problemas devem ser resolvidos através de conversas claras. As explosões devem ser evitadas para que não prejudique o relacionamento com os outros.

  5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais - Aptidão social: a capacidade que a pessoa deve ter para lidar com emoções do grupo. A arte dos relacionamentos deve-se, em grande parte, a saber lidar com as emoções do outro. Saber trabalhar em equipa é fundamental no mundo actual.

Os sentimentos mais fortes do homem são a tristeza, a alegria e a raiva. É fundamental saber lidar com eles. As pessoas que sabem controlar as suas emoções são aquelas que obtêm mais sucesso na vida, em qualquer tipo de medição: provas escolares, psicotécnicos, etc.

Em relação à educação, Goleman, e autores influenciados por ele, fala da importância de "educar" as emoções e fazer com que os alunos também se tornem aptos a lidar com frustrações, negociar com outros, reconhecer as próprias angústias e medos, etc.

Para que os alunos desenvolvam a inteligência emocional, uma das premissas básicas é a necessidade de que o professor também desenvolva a sua própria inteligência emocional, pois pode-se dizer que aquilo que o professor ensina na sua prática docente está embebido na sua própria personalidade. Desse modo, a inteligência emocional do professor é uma das variáveis que melhor explica a criação de uma aula emocionalmente inteligente.

 

Gerindo a inteligência emocional em sala de aula

Segundo Goleman: "emoções são sentimentos que se expressarem em impulsos e numa vasta gama de intensidade, gerando ideias, condutas, acções e reacções. Quando burilados, equilibrados e bem-conduzidos transformam-se em sentimentos elevados, sublimados, tornando-se, assim – virtudes."

Um princípio básico para o desenvolvimento da inteligência emocional na sala de aula é o respeito mútuo pelos sentimentos dos outros, e para tanto é necessário que o professor saiba como se sente e seja capaz de comunicar abertamente as suas sensações e sentimentos. O professor não deve negar as emoções negativas mas antes ser capaz de expressá-las de modo saudável na comunidade que constrói com seus alunos.

Ensinar os alunos a reconhecer as suas emoções, saber categorizá-las e comunicá-las, fazendo-se entender, ajuda-os a serem os responsáveis por suas próprias necessidades emocionais.

Conhecer os alunos é um processo que se inicia desde os primeiros dias de aula. Quanto maior for esse conhecimento, maior será a eficácia da acção pedagógica, pois podem-se mobilizar interesses, curiosidades, conhecimentos prévios, aspectos das histórias de vida, articulando com os conhecimentos que integram o currículo a ser desenvolvido.

Também conhecê-los em seus aspectos sociais, cognitivos, afectivos e  emocionais implica uma atitude de permanente investigação, por meio de observações, diálogos com as crianças e com as suas famílias, avaliação contínua dos conhecimentos adquiridos, sondagem dos interesses delas e atenção às  necessidades que elas expressam.

Perceber o que o aluno sente, sem que ele o diga, constitui a essência da empatia, uma das características fundamentais da inteligência emocional. A criança e o adolescente, dificilmente, nos dizem em palavras aquilo que sentem, mas revelam os seus sentimentos pelo seu tom de voz, pela expressão facial ou por outras expressões não verbais.

A partir do momento em que o professor reconhece as emoções do aluno (medo, raiva, ciúme, alegria, tristeza, vergonha), cria uma enorme chance de aumentar a intimidade, transmitir experiência e compartilhar dificuldades.

O aluno passa a se sentir valorizado, legitimado em seus sentimentos (mesmo que negativos) e, consequentemente, fortalece a sua auto-estima. Ele descobre novas estratégias para lidar com os conflitos, diminui a agressividade nas suas relações com os outros, aprende a conviver de uma maneira confortável com os sentimentos negativos, enfim, ele transforma um sentimento que o assusta em algo que faz parte da vida, não se censurando a si mesmo por seus sentimentos, mas sim, julgando a decisão do que fazer com estes mesmos sentimentos.

 

Referências Bibliográficas:

GOLEMAN, Daniel - Inteligência emocional. Rio de Janeiro, Ed. Objectiva, 1996

http://www.centrorefeducacional.com.br/intemoci.htm site visitado em 09/01/07

 

 

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quarta-feira, 28 de Março de 2007 mail

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